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OLHÃO da RESTAURAÇÃO

CAIQUE BOM SUCESSO

Expulsas que são as tropas francesas de Olhão, e também do Algarve, em Junho de 1808, o Caíque Bom Sucesso, ou Drago como era anteriormente conhecido, parte para o Brasil, para comunicar ao Rei a boa nova.

A tripulação, oriunda de Olhão, enfrenta uma travessia tenebrosa e o seu piloto, sem qualquer aparelho de orientação ou carta marítima, guia-se por estimativa traçada num primitivo mapa, aproveitando as correntes marítimas e os ventos favoráveis. Regressados a Olhão, anunciam: o Príncipe Regente concedera ao antigo lugar de Olhão o honroso titulo de Vila de Olhão da Restauração.

 

A replica da embarcação original está atracada junta aos Mercados Municipais de Olhão e permite a residentes e visitantes sentirem-se parte da historia dos heroicos olhanense que rumaram ao Brasil

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OLHÃO da RESTAURAÇÃO

Mercados de Olhão - Praças

Os Mercados Municipais de Olhão, um dos ex-libris da cidade olhanense, começaram a ser construídos em 1912, sendo inaugurados quatro anos depois. Há quase um século que são um dos postais ilustrados de Olhão e locai de visita obrigatória para turistas e residentes. Foram construídos roubando espaço à Ria, consolidando-se as edificações através de um processo conhecido por bate-estacas, ficando cada um dos edifícios apoiado em oitenta e oito estacas, ligados entre si através de arcos de alvenaria de tijolo. É um local a visitar, por estes e outros motivos. Exemplo Exemplo modelar da arquitetura de ferro e de vidro, o edifício, com enorme impacto urbanístico, em tijolo aparente e estrutura metálica, foi edificado para dotar a cidade de Olhão de uns mercados funcionais, o que veio a acontecer. Todos os dias, centenas de pessoas visitam os Mercados, em busca do melhor peixe, frutos e verduras. De planta longitudinal, os Mercados são compostos por dois espaços retangulares de vértices arredondados, correspondendo ao Mercado das Verduras e ao Mercado do Peixe, sendo ambos delimitados por quatro torreões circulares envidraçados. Submetidos a obras de reabilitação nos finais do século XX, mantêm o aspeto exterior, reabrindo ao público em 1998. Uma das novidades mais recentes é o seu interior, forrado com azulejos pintados por Costa Pinheiro.                                                                                       

Fonte CMOlhão

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Ria Formosa

Locais como este são tesouros escondidos... mas como foram descobertos foi necessário protegê-los. Por isso existe o Parque Natural da Ria Formosa, para que todos possam desfrutar das MARAVILHAS que a Ria - que é formosa - tem para nos maravilhar.

As águas são quentes, cristalinas e cheias de vida, nas ilhas podemos escolher se queremos banhar-nos na costa ou deixar-nos pelas margens do lado da Ria, a paisagem é de cortar a respiração... Se quisermos tranquilidade, à distância de uma pequena caminhada, encontramos um cantinho «particular» onde relaxar, sem multidões nem barulho. Se quisermos integrar-nos no ambiente das ilhas, é «só» deixar-nos integrar pelos locais, que rapidamente nos fazem sentir em casa e nos dão a conhecer as iguarias típicas – todas provenientes desta riquíssima maravilha chamada Ria Formosa. Para quem tem barco, a felicidade pode estar à proa, a bombordo, a estibordo ou à ré, mas está garantida! FORMOSA E MARAVILHOSA: é esta a Ria onde vive a alegria e onde se refugia a felicidade!                                                                          

 

Fonte Gore_ F

Dizia-se que antigamente havia uma moura encantada em Olhão, tinha sido um senhor que veio passear e que trouxe a sua filha, que era moura, depois do passeio quando o pai quis regressar à terra, a casa, ela não quis voltar com o pai preferiu ficar, então o pai dela, como os mouros tinham esse poder, diziam as pessoas nessa altura, o poder de encantar, encantou a filha quase como vingança por a filha não querer ir. A moura encantada, depois, começou a aparecer no mar aos pescadores muitas vezes vestida de branco e os pescadores tanta vez viram aquela moura vestida assim de branco que a batizaram com o nome de Floripes, e foi ai que ficou conhecida entre eles com esse nome, toda a gente a conhecia pela Floripes. Nessa altura dizia-se que os homens que conseguissem passar pela ria de Olhão com uma vela acesa que lhe tiravam o encanto, portanto que lhe quebravam o encanto e depois podiam casar com ela. Só que os pescadores faziam isso, porque ela era tão bonita e tão linda, que os pescadores que cada vez que a viam e passavam na rua acendiam uma vela só que nunca conseguiam quebrar o encanto e nunca nenhum chegaram a casar com ela. Até que esta história terminou quando um dia o pai decidiu vir buscá-la, levá-la com ele, e então a partir de ai os pescadores deixaram de a ver e nunca mais se viu a moura encantada, mas a lenda continuou a passar de geração em geração.

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CAPELA DO SENHOR DOS AFLITOS

De construção barroca e situada nas traseiras da Igreja Matriz, é constituída por dois andares, sendo o superior uma loggia. Esta capela ostenta ao centro um painel de azulejos com a Crucificação de Cristo. Muitas pessoas, tanto residentes como visitantes, atraídas pelas velas que não se apagam, seja de dia ou de noite, fazem ali as suas orações. Esta capela transformou-se num local de culto para milhares de pessoas e, como tal, é também um local de visita obrigatória. Virada para a ampla e movimentada Avenida da Republica, este é ótimo ponto de partida para descobrir a cidade e o comercio local.

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OLHÃO da RESTAURAÇÃO

COMPROMISSO MARÍTIMO OLHÃO

No ano de 1765 é fundada, por Alvará Real, a Confraria Real do Corpo Santo dos Mareantes ou Compromisso Marítimo de Olhão, na Igreja da Nossa Senhora do Rosário.
Com a criação do Compromisso Marítimo de Olhão – uma associação de pescadores que visava sobretudo prestar auxílio social a estes e às suas famílias – os pescadores veem desta forma as suas pretensões atendidas. Estes homens do mar residentes em Olhão, não mais teriam que percorrer longas distâncias para tirar partido dos serviços médicos essenciais existentes unicamente na capital, como também podiam fixar diretamente os seus impostos localmente estando estes, por isso, disponíveis de imediato em caso de necessidade.
Só após a assinatura da escritura pública, datada de 1768, escolhidos os dois mestres canteiros, João dos Santos Tavares e Álvaro da Silva, se dá início à construção do futuro Edifício do Compromisso Marítimo de Olhão. Composto por dois pisos e três frentes com um tratamento cuidado do frontispício, que ficaria concluído três anos depois, conforme se pode ler na sua fachada: "Esta obra foi feita à custa dos mareantes da Nobre Casa do Corpo Santo deste lugar de Olhão, em tempo do Felicíssimo Reinado do Fidelíssimo Rei Senhor D. José, o Primeiro, que Deus guarde, sendo Juiz da mesma Casa, António de Gouveia, no ano de 1771".
Originalmente o edifício possuía, no piso térreo, uma botica e um açougue para serviço dos mareantes. No andar nobre localizava-se a Sala dos Despachos, que apresenta uma pintura no forro de madeira da cobertura onde se destaca o brasão das armas reais portuguesas. No seguimento das obras de restauro de que foi alvo nos primeiros anos do séc. XX, que passaram pela requalificação interior e exterior da totalidade do espaço, o Edifício do Compromisso vê nascer no seu interior o Museu Municipal de Olhão.

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OLHÃO da RESTAURAÇÃO

IGREJA MATRIZ NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

A edificação da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, atual Igreja Matriz de Olhão, iniciou-se em 1698, abrindo ao culto, ainda inacabada, em 1715, sendo que o contrato para a construção da sua torre data de 1722.

 

Na fachada pode ler- se: "À custa dos homens do mar deste povo se fez este templo novo, no tempo em que só fez umas palhotas". Devido à sua imponência, atrai muitos olhares dos turistas que visitam a zona histórica de Olhão, na baixa da cidade, onde está situada.

 

Na segunda metade do século XVIII a sua fachada principal, uma das mais impressionantes de todo o Algarve, foi reformulada, passando a contar com uma coroação de feição triangular. 

No seu interior, de uma só nave e transepto bastante saliente, existem cinco altares. A capela-mor tem um retábulo e arco triunfal em talha dourada, um teto decorado com um a fresco e uma imagem de Nossa Senhora do Rosário.

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FLORIPES - ROTA DAS LENDAS 

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OLHÃO da RESTAURAÇÃO

PONTE ROMANA DE QUELFES

A construção desta ponte pensa-se que remonta ao sec I D.C. hoje em dia e apesar de cortado o tráfego automóvel, a mesma ainda cumpre com a sua função original, constituindo uma ligação sobre a ribeira. A ponte tem uma estrutura modesta, o que leva a crer eu se tratava de uma ponte de passagem numa estrada secundaria, ou seja, fazia ligação entre uma zona privada e uma zona agrícola.

 

Já no sec XIX, a 18 de Junho de 1808, a ponte adquiriu um estatuto histórico e ficou conhecida por nas suas imediações as tropas napoleónicas terem sido derrotadas, adquirindo assim um marco histórico não só para o país, mas também para a população local. Em 1989, na sequencia das comemorações da vitória dos olhanenses contra as tropas napoleónicas foi colocada uma placa comemorativa da batalha. A ponte romana é ainda considerada uma das mais importantes estruturas viária da época da ocupação romana no Algarve.

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